segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Os Grimm e a sintagma.


“Era uma vez…” muitos conhecem estas três palavras mágicas que iniciam qualquer conto de fadas. “Chapeuzinho vermelho “, “Rapunzel”, “A bela adormecida”, “Cinderela” entre outros títulos são as famosas histórias infantis, porém, antes da Disney enfeitar e colorir as princesas, as histórias não eram apropriadas para as crianças.
Vamos ao princípio…
A maioria dos contos foram escritos pelos dois irmãos Grimm, Jacob e Wilhelm, nascidos na Alemanha. Ambos tinham interesse em histórias locais e contadas pelo povo, ou seja, o folclore.
Em 2011 Grimm estreou como série na TV norte-americana e é uma versão adaptada do conceito das histórias passadas por geração em geração. O foco narrativo se desenrola a partir de um detetive da homicídios, Nick Burkhardt, que recebe novas responsabilidades após descobrir que é o último descendente de Grimm, uma sociedade secreta. Tem como objetivo encontrar um ponto de equilíbrio entre a vida real e a mitologia.
Gêneros: ficção e suspense policial.
Através da primeira temporada analisamos os títulos e como eles são apresentados e qual a relação com o gênero ficção fantástica. Segue abaixo o quadro com os títulos da primeira temporada da série.



GRIMM Primeira Temporada


Episódios



Ao organizar a estrutura de uma frase, agrupa-se as palavras de modo a formar os constituintes dela, os quais são denominados sintagmas.
Os títulos têm uma certa relação com o mundo da série, alguns até lembram os títulos originais das histórias infantis,  no caso do episódio  (1X06) Os três Lobos maus.
Representaremos pelo seguinte diagrama a estrutura de constituintes da frase.



Nesse título temos como núcleo da frase a palavra “lobos”. Neste caso trata-se de um sintagma nominal pois seu núcleo é um substantivo. Se retirarmos da frase o artigo “os” e o numeral “três” ainda é possível entender, porém não retoma a ideia do título original do conto infantil. Se retirarmos o adjetivo “maus” da frase ainda podemos entender, mas não haverá caracterização do substantivo, ou seja, pode ser qualquer assunto sobre lobos. A humanização de seres inanimados ou animalescos é um dos recursos usados do gênero ficção fantástica. No entanto se retirarmos o substantivo, que é o núcleo desta frase, “lobos” já não podemos entender o sentido do que será abordado nem o que o título significa.


Bibliografia:


Grupo: RA:
Juliana Baldim D0064G-8
Rebeca Avistá N852AF-5
Tatiana Palma C8692J-2
Thais Fernanda D05FID-0

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