quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Atividade Prática Supervisionada - texto 2

Variação Linguística

O que você pensa ao ler esta tirinha? Você sabe o que é a Variação Linguística?
Resumindo, isto é um fenômeno que ocorre com a língua, aonde a mesma pode ser compreendida por intermédio das variações históricas e regionais. Podemos usar o Brasil como exemplo deste fenômeno, afinal, a própria língua portuguesa que falamos aqui, não é a mesma falada em Portugal – ou seja, é uma variação. Dentro desta Língua Portuguesa Brasileira, percebemos muitas mudanças feitas por seus falantes, por exemplo: o português que é falado no Nordeste tem algumas diferenças se for comparado ao português falado no Sul do país. Outro exemplo, que chega até a ser cômico de certa forma, é a discussão que há na internet sobre o uso das palavras bolacha e biscoito. O paulista utiliza a palavra bolacha ao invés de biscoito e os falantes de outras regiões do país acham isso um grande erro. Isto é apenas um exemplo dentro de muitas outras palavras que representam a Variação Linguística dentro da nossa língua.
Esse assunto também pode entrar na questão do Preconceito Linguístico, pois muitas pessoas julgam a forma que outras falam baseados nas diferenças regionais que a língua sofre. Citamos exemplos de falantes da língua portuguesa que moram em regiões afastadas das grandes cidades e quando visitam as mesmas, se deparam com um mundo diferente, onde até as palavras mudam. Já os moradores das cidades grandes, ao se deparar com pessoas de linguagem “simples”, julgam a forma “diferente” como os mesmos falam, sem sequer saber que é uma variação regional. É um erro dizer que o brasileiro não sabe falar a língua materna.
Também é injusto julgar a forma como escrevemos, seja em posts em redes sociais ou via mensagens de texto, já que não falamos da forma que escrevemos. Só o fato de colocarmos espaços entre as palavras, já torna a língua escrita diferente da língua falada. Não falamos dando pausas de palavra em palavra, falamos direto como se estivéssemos escrevendo todas as palavras juntas em uma só.
Voltando o foco para a língua falada: palavras diferentes, verbos conjugados de forma “incorreta”... É assim que muitos julgam de forma pejorativa a forma com que alguns moradores do interior do estado de São Paulo falam. Mas não são as diferenças que tornam a nossa língua tão rica? Podemos tentar brincar com as palavras, assim formando várias frases que teriam o mesmo sentido, usando termos regionais.

Ex.: Ontem nós fomos ao bar do Pulga.
Onti nóis foi no bar do Purga.
Onti fomo no boteco do Pulga.

Essas frases podem ser usadas livremente no cotidiano do falante da língua portuguesa e isso acontece de forma convencional, ou seja, falamos tanto algo “incorreto” que se torna totalmente normal ao uso.
Ocorre que uma gramática é imposta como correta, mas seus falantes utilizam da mesma para criar vários modos de falar a mesma língua – criam-se novas palavras, novas expressões, novas pronúncias... Assim é a nossa Língua Portuguesa. Rica por ser tão diferente, mas tão julgada pelos próprios falantes da mesma.

Janaína dos Santos



domingo, 18 de setembro de 2016

Atividade Pratica Supervisionada - Linguística Geral

PRECONCEITO LINGUÍSTICO



O preconceito linguístico é como uma política que trata de assuntos sociais. É basicamente associar a forma como o indivíduo fala ou escreve com a classe social. Por isso a norma culta fica tão escondida, já que quem tem mais acesso a ela são pessoas com bastante dinheiro. Por exemplo, achamos extremamente errado aquele menino que mora afastado da cidade conjugar o verbo com “mim”, e nem notamos que ele não vai para a escola e não tem recursos para aprender a norma culta. Não podemos titula-lo como um leigo da língua portuguesa.
Aí entramos na questão de que ninguém que tem como sua língua nativa o português é leigo da mesma, pois quando nos comunicamos estamos utilizando a língua. Seja ela culta ou não, todos nós sabemos falar português.
Mas é claro que esse preconceito não tem haver só com classe social, mas também com imigração, quando zombamos do modo que um gaúcho fala é um preconceito. Não respeitar o sotaque de outros lugares é bem preconceituoso, moramos no mesmo país, falamos a mesma língua com diferentes gírias, pois cada grupo social cria a sua.
“Diz que a língua é como um rio que se renova, enquanto a gramática normativa é como a água do igapó, que envelhece, não gera vida nova a não ser que venham as inundações. ” Citou Marcos Bagno em seu livro “preconceito linguístico”. Lá ele também fala que esse preconceito vem sendo alimentado pelas aulas de português com livros didáticos e gramatica normativa.
Podemos então perceber que apesar de aprender na faculdade que saber falar português não é o mesmo que saber uma gramatica do começo ao fim, os professores esquecem isso e continuam batendo na tecla que só sabe falar ou escrever quem utiliza da norma culta. Os professores ao contrário disso deveriam ensinar em quais situações seria adequado utilizar da norma culta e em quais é normal falar descontraidamente.

Rebeca Avistá