PRECONCEITO LINGUÍSTICO
O
preconceito linguístico é como uma política que trata de assuntos sociais. É
basicamente associar a forma como o indivíduo fala ou escreve com a classe
social. Por isso a norma culta fica tão escondida, já que quem tem mais acesso
a ela são pessoas com bastante dinheiro. Por exemplo, achamos extremamente
errado aquele menino que mora afastado da cidade conjugar o verbo com “mim”, e
nem notamos que ele não vai para a escola e não tem recursos para aprender a
norma culta. Não podemos titula-lo como um leigo da língua portuguesa.
Aí entramos
na questão de que ninguém que tem como sua língua nativa o português é leigo da
mesma, pois quando nos comunicamos estamos utilizando a língua. Seja ela culta
ou não, todos nós sabemos falar português.
Mas é claro
que esse preconceito não tem haver só com classe social, mas também com
imigração, quando zombamos do modo que um gaúcho fala é um preconceito. Não
respeitar o sotaque de outros lugares é bem preconceituoso, moramos no mesmo
país, falamos a mesma língua com diferentes gírias, pois cada grupo social cria
a sua.
“Diz
que a língua é como um rio que se renova, enquanto a gramática normativa é como
a água do igapó, que envelhece, não gera vida nova a não ser que venham as inundações.
” Citou Marcos Bagno em seu livro “preconceito linguístico”. Lá
ele também fala que esse preconceito vem sendo alimentado pelas aulas de
português com livros didáticos e gramatica normativa.
Podemos então perceber que apesar de aprender na faculdade
que saber falar português não é o mesmo que saber uma gramatica do começo ao
fim, os professores esquecem isso e continuam batendo na tecla que só sabe
falar ou escrever quem utiliza da norma culta. Os professores ao contrário
disso deveriam ensinar em quais situações seria adequado utilizar da norma
culta e em quais é normal falar descontraidamente.

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