domingo, 18 de setembro de 2016

Atividade Pratica Supervisionada - Linguística Geral

PRECONCEITO LINGUÍSTICO



O preconceito linguístico é como uma política que trata de assuntos sociais. É basicamente associar a forma como o indivíduo fala ou escreve com a classe social. Por isso a norma culta fica tão escondida, já que quem tem mais acesso a ela são pessoas com bastante dinheiro. Por exemplo, achamos extremamente errado aquele menino que mora afastado da cidade conjugar o verbo com “mim”, e nem notamos que ele não vai para a escola e não tem recursos para aprender a norma culta. Não podemos titula-lo como um leigo da língua portuguesa.
Aí entramos na questão de que ninguém que tem como sua língua nativa o português é leigo da mesma, pois quando nos comunicamos estamos utilizando a língua. Seja ela culta ou não, todos nós sabemos falar português.
Mas é claro que esse preconceito não tem haver só com classe social, mas também com imigração, quando zombamos do modo que um gaúcho fala é um preconceito. Não respeitar o sotaque de outros lugares é bem preconceituoso, moramos no mesmo país, falamos a mesma língua com diferentes gírias, pois cada grupo social cria a sua.
“Diz que a língua é como um rio que se renova, enquanto a gramática normativa é como a água do igapó, que envelhece, não gera vida nova a não ser que venham as inundações. ” Citou Marcos Bagno em seu livro “preconceito linguístico”. Lá ele também fala que esse preconceito vem sendo alimentado pelas aulas de português com livros didáticos e gramatica normativa.
Podemos então perceber que apesar de aprender na faculdade que saber falar português não é o mesmo que saber uma gramatica do começo ao fim, os professores esquecem isso e continuam batendo na tecla que só sabe falar ou escrever quem utiliza da norma culta. Os professores ao contrário disso deveriam ensinar em quais situações seria adequado utilizar da norma culta e em quais é normal falar descontraidamente.

Rebeca Avistá


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